O ídolo do Botafogo, Gonçalves, campeão brasileiro de 1995, manifestou forte descontentamento com o pedido de recuperação judicial feito pela SAF do clube. Em uma postagem nas redes sociais, o ex-zagueiro classificou a medida como uma "covardia" direcionada aos funcionários que aguardam há anos o recebimento de seus valores.
Gonçalves avalia que a decisão de buscar a recuperação judicial já era esperada, sugerindo que o empresário John Textor teria planejado essa estratégia desde o início de sua gestão. "Eu acho que desde que o John Textor decidiu comprar o Botafogo, ele já sabia que ele poderia usar essa lei no Brasil. E por isso ele saiu gastando dinheiro para reforçar o time, conquistar os títulos, que era o que nós queríamos", declarou o ídolo, ressaltando a gratidão pelos investimentos e conquistas, mas criticando a forma como a situação financeira se desdobra para os trabalhadores.
O ex-jogador detalhou o impacto da recuperação judicial sobre os funcionários, muitos dos quais esperam receber dívidas trabalhistas há mais de uma década. "É uma covardia a recuperação judicial com os funcionários que estão há anos, mais de 10 anos, esperando para receber. E agora com a recuperação judicial eles vão ter que abrir mão de 70% desse valor", lamentou Gonçalves, enfatizando que muitos planejavam suas vidas com base nesses recebimentos, que agora serão drasticamente reduzidos.
Compartilhando uma experiência pessoal semelhante vivida no Avaí, onde também precisou abrir mão de grande parte de seus valores a receber, Gonçalves descreveu a frustração e as dificuldades enfrentadas por quem depende desses pagamentos. "Eu passei por isso no Avaí, meu último trabalho como executivo de futebol. Levei dez anos, iria receber esse ano o valor e saiu a recuperação judicial do Avaí. Eu tive que abrir mão de 70% e ainda vou ter que esperar dois anos para começar a receber esses 30% parcelados em dez vezes", relatou. Ele concluiu sua crítica afirmando que a situação é "lamentável" e "triste", e que a recuperação judicial representa uma "covardia" para "funcionários, ex-jogadores, ex-profissionais que trabalharam no clube, que não receberam e que estavam esperando receber o valor corrigido com juros e mora."
