A recente demissão de Martín Anselmi do comando técnico do Botafogo vai além dos resultados insatisfestivos. Segundo o jornalista Bernardo Gentile, em participação no canal "Arena Alvinegra", o treinador enfrentou dificuldades significativas na gestão do grupo, o que contribuiu para sua saída. Embora Alessandro Brito, diretor do clube, tenha atribuído a demissão à performance e às expectativas de John Textor, bastidores revelam um cenário mais complexo.
Gentile detalhou que Anselmi não conseguiu se encaixar em nenhum dos perfis de treinador que costumam transitar pelo clube. Diferente de técnicos como Artur Jorge e Luís Castro, que priorizavam o desempenho acima de tudo, ou de Barroca, que buscava uma relação mais próxima com os atletas, Anselmi se mostrou seletivo em suas aproximações. O jornalista apontou que o treinador não realizou o ritual de apresentação formal com todo o elenco ao chegar, o que gerou um certo estranhamento inicial.
Um dos pontos mais criticados foi a "amizade seletiva" de Anselmi com parte do grupo. "Para esse grupo de jogadores, irmão, só faltava fazer churrasco todo dia. Para o outro grupo, às vezes, nem boa tarde dava", relatou Gentile, enfatizando como essa postura gerou desgaste interno. A comunicação também foi um fator de atrito, com os treinos sendo conduzidos predominantemente em espanhol, deixando os jogadores brasileiros que não dominavam o idioma em desvantagem.
Diante desse cenário, surge a possibilidade de o Botafogo buscar um novo diretor para gerenciar o dia a dia do futebol. A discussão gira em torno de reforçar a estrutura de gestão, com Alessandro Brito, reconhecido por seu trabalho técnico e de scout, podendo ter suas responsabilidades ajustadas. A ideia seria trazer um profissional com mais peso para lidar com as questões administrativas e de vestiário, possivelmente complementando a atuação de figuras como Léo Coelho, que, apesar de suas qualidades, pode não ser suficiente para suprir a necessidade de uma gestão mais robusta no cotidiano.
