O jornalista Irlan Simões utilizou suas redes sociais para relembrar um episódio crucial na história recente do Botafogo, apontando que a atual conjuntura do clube poderia ter sido evitada se o clube social não tivesse agido de forma tão proativa para proteger John Textor em julho de 2025. Segundo Simões, a diretoria associativa teria agido "como louco" para blindar o empresário norte-americano.
Em sua análise, o jornalista sugere que o temor de reações negativas por parte da torcida, ainda eufórica com possíveis títulos, e a subestimação da falta de escrúpulos de Textor levaram a essa decisão. "Se negaram a crer no declínio esportivo como consequência", escreveu Irlan Simões em sua conta no X.
A declaração remete a um momento em que um grupo de acionistas da Eagle Football tentou afastar John Textor do comando do Botafogo. Na ocasião, o clube social, liderado pelo então presidente João Paulo Magalhães Lins, o vice André Silva e o ex-presidente Durcesio Mello, emitiu uma carta de apoio ao empresário. A missiva afirmava que qualquer alteração na estrutura da SAF precisaria da autorização do Botafogo FR, que detém 10% das ações.
"O John Textor pertence ao Botafogo, e nós não vamos deixar que nada aconteça com ele", declarou João Paulo Magalhães Lins à imprensa na época, evidenciando a forte ligação estabelecida entre o clube social e o investidor, que agora, segundo o jornalista, se mostra um fator determinante para os desdobramentos atuais.
