A Justiça do Rio de Janeiro negou os pedidos da Eagle, fundo que detém uma parte do Botafogo, para incluir John Textor como réu em uma ação judicial e para nomear um interventor na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube. A decisão, proferida pelo juiz Marcelo Lima da 2ª Vara Empresarial, impede que Textor seja processado como pessoa física, considerando que ele já exerce a gestão da SAF.
Segundo informações do blog do Lauro Jardim, do jornal O Globo, o juiz argumentou que a nomeação de um observador judicial poderia prejudicar a gestão da SAF e comprometer o sigilo de negócios. A decisão visa evitar a discussão de mérito da questão no âmbito judicial, direcionando-a para a arbitragem.
A Eagle tem cinco dias para informar se iniciou o procedimento arbitral. Caso positivo, o processo judicial poderá ser encerrado. A decisão judicial representa um revés para a Eagle, que buscava mecanismos para influenciar a gestão do Botafogo e questionar as ações de John Textor na administração da SAF.
A notícia surge em meio a um período de mudanças e ajustes na gestão do Botafogo, com a instituição buscando sustentabilidade financeira e modernização administrativa. A decisão da Justiça, portanto, impacta diretamente os planos da Eagle e reforça a posição de John Textor como gestor da SAF, pelo menos por enquanto.
