Em comunicado oficial, John Textor, acionista majoritário do Botafogo, acusou a Ares Football Group de agir ilegalmente para removê-lo do comando da Eagle Football Holdings Bidco, empresa que controla o clube. Textor, no entanto, garantiu que permanece no comando e que a disputa com a Ares continuará. A declaração surge após uma série de manobras questionáveis na gestão do Lyon, clube também sob o controle da Ares, que Textor alega ter afetado negativamente a gestão do Botafogo.
Textor detalhou a descoberta de um "acordo paralelo" entre Michele Kang, da Ares, e um diretor da Eagle Bidco, que violaria a legislação francesa e teria criado um conselho de administração alternativo no Lyon, sem o conhecimento dos acionistas minoritários. Ele afirma que o Botafogo foi deixado "à deriva", com grandes contas a receber e sob a direção de um "conselho secreto" na França, o que representa uma clara violação da lei francesa. Em resposta, Textor demitiu os diretores Hemen Tseayo e Stephen Welch, que, segundo ele, tinham o aval da Ares.
A Ares, por sua vez, tentou destituir Textor do cargo de diretor da Eagle Bidco e reconduzir Tseayo e Welch, mas a medida foi considerada ilegal, já que a legislação do Reino Unido exige o consentimento dos diretores para sua remoção. Textor se reconduziu ao cargo para garantir a legalidade de sua posição. A disputa se concentra no controle do conselho administrativo da Eagle Bidco, mas não há conflito em relação ao conselho da Eagle Midco, empresa controladora da Eagle Bidco, onde Textor permanece como único diretor.
Textor expressou preocupação com as demonstrações financeiras publicadas pela EFG, alegando erros materiais e um viés em favor de uma reestruturação maliciosa. Ele defendeu que a descoberta do "acordo paralelo" explica a separação do Lyon do modelo esportivo do Botafogo e a transformação do clube em uma situação financeira delicada. Apesar da disputa, Textor afirmou que a relação profissional com Tseayo e Welch não foi encerrada, mas sim fortalecida, com a proposta de nomeá-los para cargos de liderança no futuro.
A situação demonstra a complexidade da gestão do Botafogo, com a disputa entre Textor e a Ares pelo controle da Eagle Football Holdings Bidco. O clube, enquanto isso, foca na classificação para a próxima fase da Copa Sul-Americana, buscando manter a estabilidade em meio às turbulências administrativas.
