O Botafogo encerrou 2025 como o clube brasileiro com o maior número de lesões, totalizando 55 baixas durante a temporada. Segundo levantamento do Gato Mestre, do GE, o Alvinegro teve um aumento de 53% em relação a 2024, quando registrou 36 lesões. A alta foi atribuída aos métodos do preparador físico Luca Guerra, que impôs cargas elevadas de treinamento sem considerar as orientações dos profissionais do clube. A demissão de Guerra gerou um impasse com o técnico Davide Ancelotti, que optou por deixar o clube em seguida.
A temporada foi marcada por uma série de ausências em momentos decisivos, com o Botafogo registrando uma lesão a cada quatro dias desde a chegada de Ancelotti. Entre os jogadores mais afetados, Savarino teve sete passagens pelo departamento médico, enquanto Bastos perdeu 61 jogos por problemas físicos. O número de lesões em 2025 é o segundo maior da era SAF, superado apenas por 2022, que registrou 66 casos.
A alta rotatividade de jogadores lesionados impactou diretamente o desempenho da equipe, que enfrentou dificuldades em manter a regularidade. A saída de Ancelotti e a demissão de Guerra foram vistas como tentativas de reverter o cenário, mas os efeitos negativos já estavam consolidados. O clube agora se prepara para 2026 com a expectativa de reduzir os índices de lesões e recuperar a competitividade.
