O presidente do Botafogo, João Paulo Magalhães Lins, concedeu entrevista ao canal "Gigante Glorioso" para esclarecer a situação envolvendo a possível aquisição da SAF pelo grupo GDA Luma. Após boatos de que não haveria um "acordo vinculante para aquisição da SAF", o dirigente trouxe luz à questão, confirmando que o que existe é um term sheet, um termo de intenção de compra por parte da GDA Luma Capital.
"Tem acordo? Tem acordo. A GDA vai assumir? Vai assumir", afirmou o presidente, explicando que a confusão se deu pela forma como a notícia foi veiculada. Ele destacou que, na época em que o termo foi assinado, o grupo que detinha a maior parte das ações (Eagle) ainda não havia acionado a cláusula de subscrição, o que impedia um contrato vinculante naquele momento. O term sheet, segundo o presidente, é um contrato que reflete a intenção da empresa em adquirir ações, e não uma obrigação de compra.
Guilherme Cardozo, do "Gigante Glorioso", ressaltou que o clube já recebeu mais de R$ 30 milhões em investimentos da GDA Luma, os chamados dip finance, que são valores injetados por uma futura compradora para manter a operação da empresa. Ele argumentou que, se fosse apenas um empréstimo, a GDA não teria solicitado sua retirada da lista de credores da recuperação judicial, e que o próprio John Textor, em sua tentativa de retorno à SAF, demonstra a proximidade do fechamento do negócio.
"Esses movimentos todos do John Textor não aconteceriam se não houvesse uma proximidade do fechamento da compra", disse Cardozo, referindo-se à corrida do empresário para reverter decisões recentes. Ele também apontou uma falha histórica de comunicação do Botafogo com seus torcedores, que agrava a disseminação de informações desencontradas. Apesar dos contratempos e do tempo que a negociação tem levado, a intenção de compra é clara e o processo segue em andamento, com a expectativa de novas assembleias para votação do aumento de capital.




