A recente decisão do desembargador Luiz Eduardo Canabarro, que determinou a devolução dos direitos políticos de John Textor na SAF do Botafogo, trouxe instabilidade para as negociações de reforços do clube. Segundo informações do jornalista Thiago Franklin, no Canal do TF, a medida causou apreensão entre agentes e clubes envolvidos na busca por novos jogadores, que agora veem com cautela a governança da instituição.
Embora o dia a dia do clube siga normalmente sob a gestão de Eduardo Iglesias, que atua como CEO e interventor judicial enquanto a SAF atravessa um processo de recuperação judicial, o ressurgimento de Textor no comando administrativo gera desconfiança. O mercado do futebol, que já havia começado a recuperar a confiança no Botafogo após a saída do empresário e a resolução de questões como o transfer ban, agora demonstra receio quanto à solvência e credibilidade das promessas financeiras.
De acordo com Thiago Franklin, a instabilidade é vista como um entrave direto nas tratativas. "As pessoas ficam inseguras. 'Pô, o Textor voltou? Mas pô, ele está devendo a gente, como que a gente vai fazer uma negociação? O que o mercado vai falar sobre isso?'", destacou o jornalista, enfatizando que a liminar judicial dá um "susto" no mercado da bola e pode travar a chegada de novos atletas.
Diante do cenário, a diretoria do Botafogo trabalha para derrubar a decisão do desembargador. O entendimento do clube é que a determinação contraria a jurisprudência do STJ, que define o Tribunal Arbitral da FGV como o órgão competente para julgar questões societárias relacionadas à SAF, buscando assim a rápida resolução do impasse para destravar as negociações pendentes.
