O pedido de recuperação judicial feito pela SAF do Botafogo gerou um efeito colateral significativo nas finanças do clube. Um empréstimo originalmente contraído com a GDA Luma no valor de US$ 25 milhões teve seu montante disparado para US$ 55 milhões, o equivalente a cerca de R$ 275 milhões na cotação atual. A informação foi divulgada pelo jornal “O Globo” nesta quinta-feira (23/4).
O contrato firmado com a GDA Luma, sob a gestão de John Textor, prevê que a entrada em um processo de reestruturação financeira, como é o caso do pedido de recuperação judicial, configura um evento de default. Essa cláusula contratual é o gatilho para a drástica elevação da dívida.
Com a nova configuração, a GDA Luma passa a ter direito a receber o dobro do valor inicialmente investido, acrescido de correção monetária mensal. Há ainda a possibilidade de que essa dívida, em função de sua natureza e origem, sequer seja incluída no plano de recuperação judicial do Botafogo, o que pode gerar desdobramentos ainda mais complexos para o clube.
