A situação de John Textor no Botafogo encontra-se em um momento crítico. Segundo informações divulgadas pelo jornalista Bernardo Gentile, do canal "Arena Alvinegra", o clube social estabeleceu um ultimato para que o empresário norte-americano realize o aporte financeiro prometido. A data limite é a próxima segunda-feira, 27 de abril, coincidindo com a Assembleia Geral Extraordinária.
O clube social acredita que a reunião de segunda-feira representa a última chance para Textor apresentar uma solução concreta para a entrada do capital. "Ou ele chega na reunião com uma solução para entrar esse dinheiro, seja ela 'Ah, eu tenho um acordo com a Eagle que liberou e eu vendi ações pra GDA. Uma solução.' Ou 'Ah, eu vou botar dinheiro no meu próprio bolso, um aporte do meu dinheiro, então eu não preciso da aprovação de ninguém, vocês vão aceitar'. Outra solução", explicou Bernardo Gentile. Caso Textor não apresente uma resolução satisfatória, o clube social pretende "partir para ofensiva na Justiça" a partir de terça-feira, buscando efetivamente remover o empresário do comando.
Atualmente, John Textor detém o controle do Botafogo por meio de uma liminar judicial, uma vez que não é mais o acionista majoritário. A Eagle Football Holdings Bidco, principal credora da qual a Ares Management faz parte, é a detentora das ações. A liminar que sustenta Textor foi concedida após a perda de suas ações, tanto no Lyon quanto no Botafogo, devido ao não pagamento à Ares Management. A decisão judicial impede qualquer alteração na estrutura administrativa enquanto a crise societária não for resolvida.
O jornalista ressaltou que o clube social, em um momento anterior, teve a oportunidade de remover Textor, mas optou por preservá-lo. A Ares Management havia preparado a documentação para a saída do empresário, necessitando apenas da assinatura do clube social, que, na ocasião, escreveu uma carta em defesa de Textor. Essa ação levou a justiça a entender que a manutenção do empresário seria o melhor para o Botafogo, resultando na liminar. Gentile pontua que Textor está "sendo preservado no Botafogo por um fio" há mais de um ano, e a questão que paira é se essa inércia se deve à falta de vontade do clube social ou à impossibilidade de fazê-lo. A defesa jurídica de Textor é considerada de ponta, com advogados que o Botafogo social inclusive auxiliou a contratar, o que cria uma situação delicada, pois esses profissionais defendem seus clientes.
O clube social, segundo Bernardo Gentile, nunca tentou derrubar Textor anteriormente por não quererem a resolução sem antes terem uma solução para manter o Botafogo. A necessidade de um acordo com a Ares Management para viabilizar a saída de Textor é vista como um fator crucial. Agora, com o ultimato estabelecido, a expectativa é por uma definição nos próximos dias.
