Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente do Botafogo e figura atuante no clube social, fez um pronunciamento contundente sobre a gestão da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Glorioso. Em entrevista concedida ao jornalista Pedro Henrique, Montenegro expressou sua preocupação com a falta de transparência e apelou por uma comunicação mais aberta por parte da diretoria, especialmente em relação ao proprietário da maior parte das ações, John Textor.
"A primeira coisa é a seguinte, não é o Botafogo, é a SAF Botafogo, que tem um dono de 90%. O Botafogo de Futebol e Regatas ficou com 10%. Então, é muito difícil a gente falar sobre o que está acontecendo, porque a gente não está tendo informações. Na minha opinião, o que está faltando mais hoje para a SAF do Botafogo é falar a verdade. Falar a verdade do que aconteceu, do que está acontecendo e quais são os planos para o futuro", declarou Montenegro.
O ex-dirigente acredita que a clareza nas informações seria fundamental para angariar o apoio necessário para a SAF. "Eu tenho certeza que se tudo for colocado na mesa, for falada a verdade etc, a SAF do Botafogo vai ter apoio. Mas, sem saber, escondendo informações, deixando a boataria reinar, é muito difícil, porque a gente não pode fazer nada, a gente não sabe o que está acontecendo", pontuou.
Como conselho, Montenegro remeteu à gestão de 1995, um período marcado por dificuldades financeiras, mas que, segundo ele, se destacou pela honestidade na comunicação com os torcedores e associados. "Então, o meu conselho, como torcedor e como ex-presidente, é fazer o que a gente fez em 1995. Mesmo sem dinheiro, a gente falou a verdade o tempo todo. Falta transparência, falta falar a verdade do que aconteceu, do que está acontecendo e do que vai acontecer", concluiu.
A declaração surge em um momento de turbulência interna no clube, com disputas judiciais pelo poder e divergências entre a estrutura da SAF e o clube social, evidenciando a necessidade de um diálogo transparente para a superação dos desafios.
