A saída de Martín Anselmi do comando técnico do Botafogo gerou um impasse significativo nos bastidores. Enquanto o clube alvinegro acredita que a multa rescisória pode ser mitigada com a contratação do treinador por um novo clube, o estafe do argentino adota uma postura firme, exigindo o pagamento integral dos valores devidos.
Segundo informações apuradas pelo blog de Diogo Dantas, em "O Globo", os representantes de Anselmi interpretam que a cláusula de mitigação só seria aplicável a partir de junho de 2026. Dessa forma, eles reivindicam o pagamento de todos os salários previstos até o final de 2027, descartando qualquer possibilidade de acordo para redução do montante. A expectativa é que o valor total possa ultrapassar os 4 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 20 milhões, a serem pagos mensalmente.
Essa divergência de interpretações sobre os termos contratuais coloca o Botafogo em uma posição delicada, com a possibilidade de ter que arcar com um alto custo financeiro pela demissão do treinador. A diretoria alvinegra, por sua vez, buscava uma solução que amenizasse o impacto financeiro, mas a intransigência do estafe de Anselmi dificulta um desfecho amigável para a questão.
