Davide Ancelotti deixou o Botafogo na última semana, mas a decisão não foi unilateral. Segundo a jornalista Jéssica Maldonado, no podcast GE Botafogo, o preparador físico Luca Guerra foi apenas a gota d’água em uma série de fatores que levaram o treinador a pedir demissão. A repórter revelou três pontos cruciais que influenciaram a decisão: a alta exigência por títulos em 2026, o risco de transfer ban devido à dívida com o Atlanta United e a instabilidade política dentro do clube.
A jornalista destacou que o Botafogo prometeu títulos à torcida, mas as movimentações no mercado foram consideradas tímidas. Davide Ancelotti não via garantias de reforços necessários para competir em alto nível. Além disso, a dívida de US$ 21 milhões com o Atlanta United pelo caso Thiago Almeida coloca o clube sob risco de transfer ban, o que poderia enfraquecer o elenco com possíveis vendas de jogadores importantes. 'Se perder alguns jogadores, isso vai cair na conta do Davide', afirmou Jéssica.
Outro fator determinante foi a insegurança do treinador em relação ao futuro. Davide não se sentia seguro no clube, temendo que insucessos iniciais na temporada poderiam levá-lo à demissão. A torcida, dividida entre apoiar e criticar sua permanência, também pesou na decisão. 'Ele não se sentia seguro para, ali na frente, de repente, o Campeonato Carioca não começa bem, o Brasileirão não começa bem, aí já tem Libertadores, daqui a pouco ele ser demitido', explicou a jornalista.
Apesar da saída, Davide Ancelotti mantém boas relações com a diretoria e John Textor. Ele seguirá morando no Rio de Janeiro e já tem um compromisso marcado para 2026: a Copa do Mundo com a Seleção Brasileira. A saída, portanto, foi uma decisão estratégica, visando evitar um cenário de instabilidade e pressão excessiva.
