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Textor vai à Justiça para barrar assembleia do Botafogo e fala em “roubo”

Textor vai à Justiça para barrar assembleia do Botafogo e fala em “roubo”

A disputa pelo controle da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo entrou em nova e acirrada fase nesta terça-feira (22). John Textor, acionista majoritário, protocolou uma ação na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro com o objetivo de suspender a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) marcada para quinta-feira (24). A assembleia tem como pauta principal a discussão de um aumento de capital de R$ 2 milhões, que Textor alega poder diluir drasticamente sua participação e consolidar o controle do clube social sobre a SAF.

Em declaração contundente à ESPN, o empresário americano acusou o Botafogo Social de tentar "roubar 99% da SAF Botafogo por apenas R$ 2 milhões". É importante ressaltar que essa expressão reflete a posição de Textor na disputa e não uma conclusão jurídica sobre a operação em si. A ação judicial pede a suspensão imediata dos efeitos do bônus de subscrição que, segundo Textor, levou o Botafogo associativo a deter 51% das ações, enquanto a participação ligada à Eagle, empresa de Textor, caiu para 49%.

O pedido de John Textor vai além da suspensão da AGE. Ele busca impedir qualquer aumento de capital que resulte em diluição de sua participação até que as disputas sobre a propriedade das ações sejam devidamente resolvidas. Além disso, o empresário solicita proteção judicial para seus direitos acionários até a conclusão do processo de arbitragem em andamento. "Eu sou o proprietário das ações. Isso já foi reconhecido por uma decisão judicial nos Estados Unidos, e continuarei defendendo meus direitos no Brasil também", declarou Textor.

Como argumento, Textor cita uma decisão recente da Corte de Palm Beach, na Flórida, que o reconheceu como proprietário de 90% das ações ordinárias Classe B vinculadas à SAF. No entanto, essa decisão americana não altera automaticamente a estrutura societária reconhecida no Brasil, onde decisões judiciais e arbitrais brasileiras, além do processo de recuperação judicial da SAF, ainda estão em vigor. O empresário defende que a estrutura não deve ser modificada enquanto os direitos sobre as ações estiverem em disputa.

Outro ponto levantado por Textor refere-se a supostos aportes financeiros que teriam sido bloqueados. Ele afirma ter apresentado propostas de investimento que variaram de US$ 95 milhões a US$ 100 milhões nos últimos meses, mas que suas tentativas teriam sido impedidas. A atual gestão do Botafogo e membros do clube social contestam essa narrativa, apresentando versões distintas sobre as condições jurídicas dos aportes e os poderes de Textor na Eagle naquele período. A Justiça do Rio de Janeiro agora analisará o pedido de liminar, e até uma eventual decisão, a assembleia segue mantida para quinta-feira, adicionando mais um capítulo à complexa disputa pelo futuro da SAF alvinegra.

Ler na fonte original (Meu Botafogo)