O ex-controlador do Botafogo, John Textor, moveu uma ação na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (21/9) com o objetivo de cancelar o bônus de subscrição que concedeu ao clube social 51% da SAF e suspender a Assembleia Geral Extraordinária marcada para a próxima quinta-feira (24/9). A informação foi divulgada pela "ESPN". Textor também busca uma liminar para "manter a proteção de seus direitos acionários até a arbitragem", classificando a ação do clube social como uma "tentativa de roubo à luz do dia".
Em seu pedido judicial, o empresário norte-americano fez referência a uma decisão da Justiça da Flórida, nos Estados Unidos, que reconheceu 90% das ações da Eagle como de sua propriedade. Textor argumenta que a estrutura societária da SAF não pode ser alterada enquanto os direitos legais sobre as ações que lhe pertencem estiverem sob discussão judicial. O Botafogo associativo, por sua vez, acionou o bônus de subscrição alegando descumprimento do contrato de acionistas.
A Assembleia convocada para o dia 24 tem como pauta principal a votação para aumento de capital, que envolveria o pagamento de R$ 2 milhões para a emissão de novas ações. Tal medida diluiria a participação da Eagle Bidco, atualmente sob administração da Cork Gully, na SAF, sendo vista como um passo crucial para a entrada efetiva da GDA Luma, de Gabriel de Alba.
Em comunicado à imprensa, John Textor declarou: "Estou fazendo exatamente o que qualquer proprietário faria para proteger sua empresa e seu investimento. O Clube Social está tentando cometer um roubo à luz do dia, utilizando todos os recursos locais à sua disposição, e eu não permitirei isso." Ele ainda questionou o bloqueio de seu capital e a impedimento de injeções financeiras, afirmando que "o Botafogo não precisa de manobras sujas e intervenção judicial para ser salvo. O Botafogo precisa de capital saudável proveniente de investidores experientes e bem-sucedidos no futebol – e, acima de tudo, o Botafogo precisa de um caminho honesto e ético para conquistar títulos". Textor reiterou sua confiança na justiça brasileira para defender seus direitos, assim como foi feito nos Estados Unidos.




