Em um movimento que visa reorganizar suas finanças e proteger o clube de cobranças e penhoras, a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo apresentou um pedido de recuperação judicial. Conforme informações divulgadas pelo blog de Ancelmo Gois, do jornal “O Globo”, o clube admite um passivo total impressionante de R$ 2,5 bilhões. Deste montante, R$ 1,4 bilhão se refere a dívidas de curto prazo, com vencimento previsto até o final de 2026, e R$ 400 milhões são dívidas de natureza tributária.
A situação financeira da SAF, comandada por John Textor, é tão crítica que o clube relata a falta de recursos para cobrir integralmente a folha salarial do próximo mês. Este cenário evidencia a profunda crise financeira que o Alvinegro enfrenta, com projeções preocupantes para o futuro.
Os números apresentados pela SAF mostram uma deterioração constante do patrimônio líquido. Em 2023, o passivo era de R$ 28,8 milhões, saltando para R$ 174,2 milhões em 2024 e atingindo R$ 427,2 milhões em 2025. No último ano citado, o prejuízo líquido registrado foi de R$ 287 milhões, um reflexo da instabilidade econômica.
A recuperação judicial é vista como uma ferramenta estratégica para que o Botafogo possa reestruturar suas obrigações financeiras. O objetivo principal é evitar a paralisação das atividades, impedir a rescisão unilateral de contratos de atletas e garantir a continuidade do clube sob um plano de pagamento organizado e supervisionado pela justiça.
