Além da punição da Fifa que impede o registro de novos contratados, o Botafogo enfrenta dificuldades financeiras que se manifestam no atraso de pagamentos a jogadores e funcionários. Segundo informações do jornal "O Globo", o clube acumula três meses de atraso no pagamento do FGTS e um mês de atraso nos direitos de imagem dos atletas.
Diante desse cenário, a diretoria alvinegra considera medidas emergenciais para evitar ações judiciais. Uma delas é a possibilidade de emprestar os reforços contratados para a temporada, Lucas Villalba, Ythallo e Riquelme, que não podem ser registrados devido ao transfer ban. A prioridade, no entanto, é quitar as pendências com o FGTS, buscando evitar que os atletas busquem rescisões unilaterais de contrato.
O dinheiro obtido com a recente venda do zagueiro David Ricardo ao Dínamo de Moscou, por cerca de € 6 milhões, será destinado a essa finalidade. Contudo, a diretoria não demonstra otimismo quanto à resolução rápida do problema do transfer ban, que pode se arrastar até o final de 2026. A negociação com o Atlanta United pelo pagamento de Thiago Almada também é vista como um processo que demandará tempo.
A situação financeira do clube, somada à incerteza em relação ao futuro de alguns reforços, coloca em xeque os planos do Botafogo para a temporada. A diretoria busca alternativas para manter a competitividade em campo, mas a prioridade é garantir o pagamento das obrigações financeiras e evitar maiores complicações legais.
