Em um movimento que reacende as discussões sobre o controle do Botafogo, o empresário estadunidense John Textor veio ao Brasil e fez um apelo público por diálogo com o clube social. Em entrevista à ESPN, Textor expressou sua frustração com a Justiça do Rio de Janeiro, alegando que as decisões contrárias aos seus interesses são proferidas com uma celeridade notável, em contraste com a demora em processos favoráveis. Diante desse cenário, ele solicitou uma aproximação com o associativo, que atualmente detém 51% da SAF.
“Gostaria de manter um diálogo com o clube social e não deveria ter que ir à Justiça para provar que sou o proprietário. Quem mais é o proprietário? Está claro. Como eu disse, a briga com a Eagle acabou. Tudo o que vocês estão vendo, essas pequenas manobras e essas coisas nos tribunais, enquanto eu levo meses para conseguir uma decisão de rotina de um juiz no Rio, eles levam duas horas. Isso não está certo. Então, espero chegar lá através do diálogo”, declarou Textor, enfatizando a necessidade de reconstruir pontes e a união que, segundo ele, foi perdida no último ano. Ele relembrou o período de conquistas, afirmando que “títulos são feitos de amor, e o que vimos no último ano não foi amor, foi divisão. Precisamos nos unir novamente como uma família”.
O empresário também fez um balanço de sua gestão inicial, destacando o estado em que encontrou o clube. “Recebi um clube com poucos funcionários, sem sistema de contabilidade e com apenas alguns jogadores que já atuaram na primeira divisão. Todos os jovens que me mandavam mensagens imploravam: ‘Por favor, nos deixem competir’”. Ele celebrou os feitos alcançados, mencionando que o Botafogo não apenas competiu, mas “ganhou no Brasil, ganhou na América do Sul, e também ajudamos o Brasil a se orgulhar da nossa atuação no Mundial de Clubes”.
Recentemente, John Textor obteve uma decisão favorável na Justiça dos Estados Unidos em sua disputa com a Eagle. Apesar dos desafios, ele se mostra otimista quanto ao retorno ao controle da SAF, acreditando ter o apoio massivo da torcida alvinegra. “Não acho que seja difícil voltar. Eu não ligo para a raiva daqueles 10% das pessoas que ficam se exaltando nas redes sociais. Acho que o amor da torcida do Botafogo gosta de mim e acredito que em breve estaremos juntos novamente como uma família”, concluiu. A SAF do Botafogo, atualmente em recuperação judicial e com o controle nas mãos do clube social, aguarda uma assembleia na próxima quinta-feira (24/9) que pode diluir as ações da Eagle, abrindo caminho para a chegada da GDA Luma.




