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Documentos colocam versão de Textor sob contestação em disputa no Botafogo

Documentos colocam versão de Textor sob contestação em disputa no Botafogo

A contenda entre John Textor e a atual diretoria do Botafogo Futebol e Regatas ganhou um novo e contundente capítulo. Documentos internos da Eagle Bidco, apresentados pelo presidente João Paulo Magalhães Lins, surgem para contestar parte das recentes alegações feitas pelo empresário norte-americano, lançando dúvidas sobre a sua versão dos fatos.

Segundo as informações divulgadas, um documento datado de 5 de agosto de 2025, assinado por Christopher Mallon, então diretor independente da Eagle Bidco, notifica formalmente João Paulo sobre limitações nos poderes de Textor dentro da companhia. A comunicação indicaria que o empresário já estaria formalmente impedido de assinar determinados atos em nome da empresa naquela data, contrariando a narrativa de que teria sido surpreendido por uma manobra para retirá-lo do controle.

A gestão alvinegra, por meio de João Paulo, já teria conhecimento de que Textor não possuía plenos poderes para agir pela Eagle, o que gerou preocupação com potenciais aumentos de capital realizados sem o devido respaldo formal. A avaliação era de que tais operações poderiam ser consideradas irregulares ou até anuladas posteriormente. Apesar disso, o presidente teria se mostrado aberto a novas injeções financeiras, desde que fossem juridicamente válidas e respaldadas pela Eagle Bidco, sem colocar o clube ou seus dirigentes em risco.

Adicionalmente, uma ata do Conselho de Administração da Eagle Bidco, de 23 de abril de 2025, também é trazida à tona. A reunião, que teria sido presidida pelo próprio Textor, aprovou um acordo com credores e a nomeação de Christopher Mallon como conselheiro independente. A interpretação da diretoria é que a perda de poderes de Textor não teria sido um evento inesperado, mas sim parte de um processo no qual ele próprio esteve envolvido. Decisões arbitrais posteriores teriam, inclusive, anulado assembleias anteriores da SAF onde Textor atuou em nome da Eagle sem poderes considerados suficientes.

A contestação também se estende às alegações de Textor sobre tentativas frustradas de investir no clube devido à resistência do clube social. A notificação atribuída à Eagle Bidco aponta preocupação com uma operação que envolveria a transferência de recursos e ativos para uma empresa ligada a Textor nas Ilhas Cayman. Com isso, a disputa pelo controle da SAF do Botafogo se intensifica, com documentos internos da Eagle Bidco sendo utilizados pela atual gestão para refutar a narrativa de uma retirada abrupta de poderes.

Ler na fonte original (Meu Botafogo)