Em resposta a declarações consideradas ofensivas, o Botafogo protocolou uma representação no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra Alexandre Leitão, CEO do Grêmio. O dirigente gremista utilizou o termo "time de picaretas" para se referir ao Alvinegro após a partida entre as equipes pelo Campeonato Brasileiro, realizada na última quarta-feira (16) no Estádio Nilton Santos, que terminou com vitória botafoguense por 3 a 2.
Para a diretoria alvinegra, as falas de Leitão ultrapassaram os limites de uma crítica à arbitragem, configurando uma ofensa à honra do clube. A representação sustenta que o CEO gremista foi "além dos limites" em seus ataques. Caso seja condenado com base no artigo 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, Alexandre Leitão pode enfrentar suspensão de 15 a 180 dias e multa que varia de R$ 100 a R$ 100 mil. É importante ressaltar que a apresentação da representação não garante uma punição imediata; os órgãos da Justiça Desportiva analisarão o caso.
A insatisfação do dirigente gremista se manifestou após a derrota de sua equipe por 3 a 2. A declaração polêmica gerou uma reação rápida do Botafogo, que emitiu nota oficial no mesmo dia do jogo, anunciando a adoção de "medidas judiciais cabíveis". A representação no STJD é a concretização de uma dessas ações.
Além da esfera esportiva, o clube carioca também promete medidas na esfera cível. Eduardo Iglesias, CEO da SAF do Botafogo, já havia declarado que Alexandre Leitão "será processado e terá que justificar em frente ao juízo cada palavra dita". Assim, o caso pode seguir por duas frentes distintas: a análise da Justiça Desportiva e as ações judiciais anunciadas pela SAF. Por enquanto, aguarda-se a decisão dos órgãos competentes sobre qualquer eventual punição.




