O Botafogo atravessou uma semana de intensa turbulência, não apenas pelas recentes derrotas para Cienciano e Vitória, que culminaram na eliminação da Copa Sul-Americana, mas também por uma série de fatores extracampo que geraram grande incômodo. Segundo Bernardo Gentile, do canal “Arena Alvinegra”, a gestão do clube e as decisões tomadas têm levantado sérias questões.
A principal preocupação reside na influência de João Paulo Magalhães Lins, presidente do clube social, sobre Gabriel de Alba, investidor da GDA Luma. Gentile aponta que De Alba, apesar de ter injetado capital, estaria sendo excessivamente influenciado por João Paulo, que, por sua vez, teria tomado decisões unilaterais no departamento de futebol. “Gabriel de Alba, nesse primeiro momento, está sendo muito influenciado pelo João Paulo, claro”, afirmou Gentile, sugerindo que declarações grandiosas sobre o futuro do Botafogo também partem dessa influência.
O jornalista revelou que as contratações de Paulo Bonamigo, Ronaldo Torres e Marcelo Salles foram escolhas exclusivas de João Paulo Magalhães Lins, sem o devido debate com o departamento de futebol. “O João Paulo entubou todo mundo. Com isso, ele escolheu os nomes, soltou os nomes e fechou os nomes. Ele só avisou”, criticou Gentile, ressaltando que, embora o presidente mereça elogios pelo trabalho institucional e pela atração de Gabriel de Alba, sua interferência direta no futebol demonstra uma falta de conhecimento na área. “Não é ele que tem que escolher. Você tem um departamento de futebol, pessoas que você colocou ali e você confia que eles são bons para tocar as coisas.”
Além das decisões sobre contratações, o ambiente no Botafogo tem sido marcado por práticas consideradas “de gente da década de 90”. Gentile mencionou o incômodo gerado pela presença de membros de torcidas organizadas circulando livremente no estádio e, principalmente, a presença de jornalistas em um treino tático fechado antes do jogo contra o Cienciano. “O ‘GE’ foi lá fazer uma entrevista com o De Alba e ficou no treino, viu o treino. Gerou insatisfação. O pessoal olhou assim e falou assim, ‘ué, o que que está acontecendo aqui? O que que os jornalistas estão fazendo aqui dentro, no nosso treino?’”, relatou o jornalista, evidenciando a preocupação com a volta de costumes que comprometem a privacidade e a estratégia da equipe.




