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Botafogo social e SAF pretendem entrar com ação criminal contra John Textor

Botafogo social e SAF pretendem entrar com ação criminal contra John Textor

O Botafogo associativo e a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube preparam uma ação criminal contra John Textor, ex-controlador da gestão alvinegra. A informação, divulgada pelo jornalista Thiago Veras, aponta dois pilares principais para a iniciativa judicial: a alegada dívida contraída pela SAF por não repassar o imposto de renda retido de funcionários à União, o que poderia configurar crime de apropriação indébita, e supostas irregularidades em transações financeiras envolvendo o Nottingham Forest, clube inglês pertencente ao mesmo grupo de Textor.

As negociações com o clube inglês, durante a gestão de Textor, incluíram a venda de jogadores como John, Jair, Cuiabano e Igor Jesus, além da contratação de Danilo. Apesar dessas movimentações, o Glorioso teria acumulado uma dívida de R$ 118 milhões com o Nottingham Forest, conforme consta na lista de credores apresentada na recuperação judicial da SAF. Uma das alegações centrais é que, na venda de Jair por US$ 20 milhões, apenas US$ 10 milhões teriam sido devidamente contabilizados. Adicionalmente, a venda de Cuiabano por € 4 milhões ao Forest é questionada, uma vez que o clube teria recebido uma proposta superior de € 10 milhões do Brighton.

O Botafogo também está em processo de levantamento para apurar a existência de um possível empréstimo pessoal contraído por John Textor junto a Evangelos Marinakis, proprietário do Nottingham Forest, no valor de US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 255 milhões na cotação atual). Paralelamente, o presidente do Botafogo social, João Paulo Magalhães Lins, retorna ao Brasil neste fim de semana após compromissos nos Estados Unidos relacionados à resolução de conflitos com a Ares Management e a potencial revenda da SAF à GDA Luma.

As investigações sobre a retenção de impostos buscam confirmar se os valores retidos dos salários dos funcionários foram efetivamente repassados à Receita Federal. Caso a ausência de repasse seja comprovada, o ato poderá ser caracterizado como apropriação indébita. No caso das transações com o Nottingham Forest, as divergências incluem a venda de Cuiabano, que teria sido negociado por um valor inferior ao de uma proposta do Brighton, e a venda de Jair, onde parte do valor teria deixado de ser contabilizado. A situação de Igor Jesus também é mencionada, com a alegação de que sua venda ocorreu por um valor baixo, mesmo sem o desejo do jogador de sair, e com o Botafogo arcando com parte de seu salário.

O levantamento em andamento visa esclarecer todos os detalhes dessas operações financeiras, buscando identificar qualquer irregularidade que possa embasar a ação criminal contra John Textor e proteger os interesses do Botafogo.

Ler na fonte original (FogãoNET)