Em declarações que agitaram o noticiário alvinegro, John Textor, acionista da SAF do Botafogo, admitiu pela primeira vez a possibilidade de deixar o clube, mas impôs uma condição clara: a entrada de novos investidores. Em entrevista ao site “GE”, o empresário norte-americano demonstrou forte apego ao Glorioso, afirmando que “prefere ser arrastado para fora do prédio chutando, gritando e meio morto antes de deixar esse clube”. No entanto, ressaltou a necessidade de capital para o desenvolvimento do projeto.
Textor criticou veementemente a postura da Ares, acusando o grupo de priorizar o Lyon, da França, em detrimento do Botafogo. “É a Ares, fazendo o melhor que podem para proteger o time da França e sacrificar o do Brasil”, declarou. Ele convocou uma Assembleia Geral Extraordinária para discutir o futuro do clube, mas a reunião foi adiada por falta de quórum, com a ausência de representantes da Eagle Bidco e do Botafogo Social. “Queremos voz, uma pessoa que sente à mesa e diga: ‘Não vamos deixar você cuidar do clube, John. Nós vamos cuidar do clube’”, explicou sobre a necessidade de presença efetiva dos outros sócios.
O empresário enfatizou que tem sido o único a apresentar propostas concretas de investimento, inclusive uma oferta de US$ 25 milhões. Ele lamentou a impossibilidade de realizar esse aporte na forma desejada, sendo obrigado a considerar a dívida, o que considera não ser saudável. Textor busca autorização para que seu investimento seja aprovado ou para que novas ações sejam criadas, visando atrair investidores externos. “Chega de advogados, atividades nas sombras, pessoas trabalhando por baixo dos panos. Venha para a reunião, coloque suas opiniões de forma transparente, encerre a reunião, venha com capital e soluções ou saia do caminho”, cobrou.
Apesar das divergências e da possibilidade de saída, o foco de John Textor permanece no bem-estar do Botafogo e de sua torcida. Ele reiterou que a decisão final não é sobre ele, mas sim sobre o que é melhor para o clube. A próxima Assembleia está marcada para o dia 27, e o empresário se mostra indiferente ao resultado, desde que o clube receba o aporte financeiro necessário para honrar seus compromissos e seguir em frente.
