O Botafogo social está em negociações avançadas com a Ares, principal credora da Eagle, para um acordo que pode injetar cerca de € 50 milhões (aproximadamente R$ 292 milhões) nos cofres do clube. A informação, divulgada pelo jornalista Bernardo Gentile do canal "Arena Alvinegra", indica que essa transação visa encerrar um complexo imbróglio jurídico e financeiro, sem envolvimento direto de John Textor.
Caso o acordo seja concretizado, o Botafogo se desvincularia da Eagle, encerrando também as cobranças de dívidas relacionadas ao Lyon. "É o primeiro ponto, você faz o acordo com a Ares, você não vai fazer mais parte da Eagle, você vai ser livre. O Botafogo vai virar Botafogo SAF só, com o dinheiro que teria", explicou Gentile, detalhando que os € 50 milhões seriam destinados a cobrir dívidas de curto prazo, que somam R$ 1,6 bilhão no período de um ano.
A urgência por capital é palpável, com o clube enfrentando a iminência de mais quatro transfer bans nas próximas semanas, somando-se ao recente caso de Rwan Cruz. A entrada desses recursos seria crucial para evitar a perda de jogadores sem custos e permitir um planejamento mais estável para o restante da temporada, incluindo o pagamento de salários e outras obrigações financeiras.
Além do acordo com a Ares, o plano do Botafogo social prevê a busca por novos investidores. A GDA surge como um nome forte para se tornar um novo sócio, possivelmente em um modelo de sociedade com diluição de ações. Outra possibilidade em pauta é a participação de Juca Abdalla, seja através de um empréstimo ou de uma sociedade, embora a disposição dele para esta última opção ainda seja incerta. A recuperação judicial também é vista como um caminho necessário para lidar com o volume de dívidas.
O plano do social é, portanto, multifacetado: sanar as pendências imediatas com a Ares, atrair novos parceiros como a GDA para fortalecer a estrutura financeira e, possivelmente, contar com o apoio de figuras como Juca Abdalla, tudo isso em paralelo a um processo de recuperação judicial que visa reestruturar as finanças do clube.
