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Mansur aponta problema grave no Botafogo: “Falta competitividade”

Mansur aponta problema grave no Botafogo: “Falta competitividade”

A derrota do Botafogo para o Mirassol por 2 a 0 ligou um sinal de alerta no clube, e o comentarista Carlos Eduardo Mansur, do SporTV, identificou um ponto crucial: a falta de competitividade da equipe quando não está com a posse de bola. Segundo Mansur, o Glorioso tem demonstrado fragilidades na proteção da entrada da área e nas laterais do campo, permitindo que os adversários criem jogadas com facilidade.

"Para mim, falta competitividade ao time em alguns momentos. Falta pegada mesmo, falta capacidade de dificultar a vida do adversário", afirmou o comentarista durante o programa "Troca de Passes". Ele utilizou os gols sofridos contra o Mirassol como exemplo, onde o time permitiu que o adversário trabalhasse a bola livremente até encontrar espaços para finalizar. A dificuldade na recomposição e na proteção dos corredores laterais também foi apontada, com destaque para o segundo gol do Mirassol, que surgiu de uma jogada onde a recomposição após uma ação de Montoro foi falha.

Diante desse cenário, o técnico Tite, que optou por não fazer grandes alterações em sua estreia, pode precisar repensar algumas estratégias durante a pausa para a Data Fifa. Mansur avalia que "o jogo tenha mostrado a ele que vai precisar dar toques pessoais". A atuação de jogadores como Medina e Montoro, que atuaram como meias partindo das faixas laterais em um esquema que se assemelhava a um 4-4-2, também foi analisada, apresentando dificuldades defensivas, especialmente para atletas como Alex Telles, que se viu em situações de inferioridade.

O setor ofensivo também não escapou das críticas. Mansur observou que jogadores como Danilo Pereira e Arthur Cabral não conseguiram exercer uma pressão efetiva na saída de bola do adversário, concedendo conforto para a organização das jogadas do oponente. Essa análise ganha ainda mais relevância considerando que o Botafogo figura entre as defesas mais vazadas do Brasileirão. Com duas semanas livres antes do clássico contra o Vasco, Tite terá tempo para trabalhar justamente os pontos fracos destacados: intensidade, recomposição, pressão sem a bola e competitividade geral da equipe.

Ler na fonte original (Meu Botafogo)