A recente passagem de John Textor pelo Rio de Janeiro reacendeu os bastidores do Botafogo Futebol e Regatas. O empresário norte-americano, presente na Libertadores Experience no último sábado (19), reiterou seu interesse em permanecer como proprietário da SAF alvinegra. No entanto, suas declarações provocaram uma forte reação interna.
Em conversa com Thiago Grachet, do canal "Glorioso Play", uma pessoa influente do clube, que preferiu não se identificar, teceu críticas contundentes ao ex-controlador da SAF. A principal queixa reside na forma como Textor se posiciona publicamente em relação aos altos e baixos do Botafogo. Segundo a fonte, Textor tende a assumir os holofotes em momentos de glória, mas desvia a responsabilidade quando a pauta envolve a atual crise financeira e societária.
A crítica também se estendeu ao fato de Textor continuar se apresentando como dono do Botafogo, mesmo diante das decisões judiciais vigentes no Brasil. Para essa fonte, as recentes manifestações do empresário transformaram a disputa societária em uma exposição pública desnecessária, que não beneficia o clube neste momento delicado.
A conquista da Libertadores de 2024, embora histórica, também foi alvo de comentários. O interlocutor reconheceu a importância do período em que Textor esteve à frente da SAF, mas ressaltou que os títulos não podem servir como escudo para questionamentos sobre a gestão. A avaliação é que o empresário precisa resolver pendências, prestar contas e respeitar as instituições envolvidas antes de cogitar retomar o comando da SAF. A crítica reforça que o Botafogo não pode ficar refém das disputas particulares entre Textor e a Eagle.
Enquanto John Textor busca reaver o controle da SAF, amparado por decisões judiciais nos Estados Unidos, o cenário no Brasil é distinto. A gestão atual conta com a influência do Botafogo associativo, e o clube avança em um processo de recuperação judicial e negocia a entrada da GDA Luma. Textor já sinalizou que pretende buscar o reconhecimento das decisões estrangeiras na justiça brasileira. Contudo, a resistência interna demonstra que um eventual retorno do empresário enfrenta obstáculos significativos, com a necessidade de explicações sobre os problemas enfrentados pelo clube prevalecendo sobre as conquistas recentes.



