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Textor diz que 'milhões de torcedores' confiam nele e não desiste do Botafogo: 'GDA é só credora. Clube social não tem a menor condição de gerir futebol'

Textor diz que 'milhões de torcedores' confiam nele e não desiste do Botafogo: 'GDA é só credora. Clube social não tem a menor condição de gerir futebol'

Em uma reviravolta na disputa pelo controle do Botafogo, John Textor reafirmou sua posição de proprietário da SAF e prometeu não desistir do clube. Em entrevista à ESPN, o empresário norte-americano contestou veementemente a entrada da GDA Luma, classificando-a como mera credora, e criticou a capacidade do clube social de gerir o futebol. Textor garantiu que levará a batalha aos tribunais, convicto de que provará ser o legítimo dono das ações.

Textor expressou sua crença no apoio de "milhões de torcedores" alvinegros, que, segundo ele, confiam em seu trabalho e o abordam com carinho. Ele diferenciou essa maioria silenciosa da "turba enfurecida" das redes sociais, enfatizando que a verdadeira paixão pelo clube transcende a polarização digital. "Liderar é uma tarefa solitária. Se você se preocupa com os 10% ou 20% que estão revoltados, não deveria estar neste ramo", declarou, reforçando sua convicção de que a grande maioria dos botafoguenses deseja seu retorno.

Sobre a GDA Luma, Textor foi categórico: "GDA é só credora. Clube social não tem a menor condição de gerir futebol". Ele insistiu que nunca recebeu pagamento pelas suas ações na Botafogo SAF e que os tribunais brasileiros, apesar das peculiaridades locais, "sempre acertam no final". O empresário criticou a tentativa do clube social de ignorar contratos e a Lei da SAF, alertando para o impacto negativo no investimento estrangeiro no futebol brasileiro. Ele ainda relembrou o sucesso de sua gestão, que "ressuscitou um clube que não tinha operações" e o transformou em um campeão, figurando entre os cinco melhores do mundo.

Textor também abordou os desafios passados, comparando a atual disputa corporativa com a difícil temporada de 2023. "2023 talvez tenha sido a pior experiência da minha vida, a segunda metade da temporada", confessou, mas ressaltou que o fracasso é um grande professor. Para ele, a experiência de 2023 fortaleceu sua equipe e o clube, preparando-os para os desafios futuros. Ele minimizou a atual situação, afirmando que "2026 não será" tão difícil quanto 2023, e reiterou seu compromisso com o Brasil e o futebol. "Sim, posso estar farto, mas não desisto. Nunca desisto", concluiu.

O empresário ainda fez duras críticas à gestão atual, questionando a influência de Gabriel de Alba e a nomeação de Eduardo Iglesias como CEO. "Ele [Gabriel de Alba] não possui as ações. Ele não tem direito de ser o proprietário das ações", afirmou Textor, acusando o clube social de manipular os torcedores. Ele defendeu que a GDA Luma deveria investir capital social, como ele próprio fez, para trazer os melhores jogadores e construir um plano de campeonatos contínuos. "Estava funcionando, e eu gostaria muito de ter uma nova chance de provar que meu plano estava certo", finalizou.

Ler na fonte original (FogãoNET)