O Botafogo encara um desafio monumental nesta quinta-feira (20), no Nilton Santos, pela Copa Sul-Americana. Após a derrota por 6 a 1 para o Cienciano em Cusco, o Glorioso precisa de uma vitória por seis gols de diferença para garantir a classificação direta às quartas de final, um feito que exige uma reviravolta histórica.
Embora a tarefa pareça árdua, o histórico recente do clube sob a gestão da SAF demonstra que goleadas expressivas não são inéditas. Desde o início da era SAF, o Alvinegro já protagonizou duas vitórias com margem igual ou superior a seis gols, alimentando a esperança da torcida.
A primeira dessas goleadas marcantes ocorreu em 2024, na fase preliminar da Libertadores, quando o Botafogo aplicou um sonoro 6 a 0 sobre o Aurora, da Bolívia, no Nilton Santos. Curiosamente, o adversário boliviano também estava acostumado a jogar em altitude, mas o contexto daquela partida era diferente, pois o Fogão já havia empatado o jogo de ida.
Outro resultado expressivo aconteceu em 2023, pela Copa do Brasil, com uma goleada de 7 a 1 sobre o Brasiliense, também com uma diferença de seis gols. Esses placares servem como inspiração para a equipe alvinegra buscar a improvável virada contra o time peruano.
Além da possibilidade de classificação direta, o Botafogo também pode levar a decisão para as cobranças de pênaltis. Caso vença o Cienciano por exatamente cinco gols de diferença, o Glorioso igualará a vantagem construída pelo adversário na ida. O clube já demonstrou capacidade para construir placares elásticos nesse cenário, como a vitória por 5 a 0 sobre o Peñarol na Libertadores de 2024 e o triunfo por 5 a 0 contra o Fortaleza no Brasileirão de 2025.
A partida decisiva está marcada para as 21h30 (de Brasília). Uma vitória por seis ou mais gols garante a vaga nas quartas sem depender de penalidades, enquanto uma diferença de cinco gols leva a disputa para as penalidades máximas. O Botafogo precisará de uma atuação de gala para seguir vivo na competição continental.




