O comentarista Pedro Moreno levantou um questionamento sobre a forma como o Botafogo conduziu a situação envolvendo o volante Danilo, comparando-a com a negociação do zagueiro Alexander Barboza. Segundo Moreno, o clube alvinegro adotou uma postura "pouco inteligente" ao afastar o camisa 8, especialmente considerando a importância dos próximos jogos pela Copa Sul-Americana.
Moreno destacou a aparente contradição na gestão do clube. Enquanto Barboza, negociado com o Palmeiras, segue atuando normalmente e atingiu o limite de jogos no Brasileirão, Danilo foi afastado após pedir para não enfrentar o Corinthians, o que o impediria de jogar por outro clube brasileiro no segundo semestre. "Qual é a diferença do segmento que o Danilo propôs nesse sentido para o segmento que o Botafogo está dando no caso do Barboza, por exemplo?", questionou o comentarista, apontando para uma possível "diferença dos dois pesos de duas medidas". Ele lamentou a perda de um jogador considerado "o melhor do time" em duas partidas cruciais para o Botafogo na Sul-Americana.
O jornalista reconheceu que a comissão técnica, incluindo o técnico Franclim Carvalho, pode ter ficado irritada com a comunicação tardia de Danilo sobre sua indisponibilidade para o jogo contra o Corinthians. Ser pego de surpresa na véspera de uma partida, após ter trabalhado a semana inteira com o jogador, é, de fato, uma situação desfavorável. No entanto, Moreno argumentou que o afastamento e a renúncia à utilização do atleta em jogos importantes foram medidas exageradas.
Diante do cenário financeiro e administrativo delicado do Botafogo, Pedro Moreno demonstrou compreensão pela decisão de Danilo. Ele mencionou as "palavras duríssimas" de Barboza em entrevista anterior, que revelaram a complexidade da situação do clube, citando inclusive a saída de Savarino para o Fluminense. O comentarista ressaltou que, embora o torcedor seja apaixonado, os jogadores também precisam pensar em suas carreiras e oportunidades de mercado, o que torna a situação atual do Botafogo "muito preocupante não o futuro, mas o presente".
