A Assembleia Geral Extraordinária convocada por John Textor no Botafogo, que seria realizada nesta segunda-feira, acabou sendo adiada para a próxima semana, dia 27, devido à ausência da maioria dos sócios. O jornalista Bernardo Gentile, do canal “Arena Alvinegra”, trouxe detalhes dos bastidores, revelando que, apesar da presença de representantes de grupos como a Eagle Football Holdings, Ares e Cork Gully, a falta de acionistas com poder de decisão impediu o andamento das pautas.
Segundo Gentile, John Textor apresentou uma proposta de investimento imediato de US$ 25 milhões, um valor já conhecido e necessário para a saúde financeira da SAF do Botafogo, que enfrenta dificuldades e necessita de aportes urgentes para quitar dívidas. No entanto, nenhum outro acionista compareceu pessoalmente, e os representantes presentes, incluindo o da Eagle, não apresentaram propostas alternativas. O jornalista destacou a ausência de nomes como João Paulo Magalhães Lins e Durcesio Mello, que também não apresentaram qualquer contraproposta.
Um ponto que chamou a atenção foi a constatação de que os mesmos advogados representam a Ares, a Eagle e o Lyon, clube com o qual o Botafogo tem uma disputa judicial milionária. Bernardo Gentile ressaltou o "conflito de interesses enorme e gigante" nessa situação, sugerindo que "todos estão juntos nisso aí tudo" e que "existe um tabuleiro claramente armado diante do Botafogo".
O jornalista levanta a hipótese de que o clube social possa estar alinhado a esse grupo para tentar afastar John Textor. A articulação, segundo ele, envolveria um acordo entre o clube social e a Eagle, possivelmente com a participação de Michele Kang, onde o objetivo seria fechar um "acordão" que retire Textor do comando. A evasividade do clube social ao ser questionado sobre a participação de Textor em possíveis acordos reforça essa possibilidade, evidenciada pela atuação do mesmo advogado representando os interesses de grupos que parecem estar em lados opostos.
