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Onde desandou relação Marlon Freitas x Botafogo? Em livro, volante revelou incômodo por nome pichado em muro e vaias: 'Minha família ficou um tempo sem ir a jogo'

Onde desandou relação Marlon Freitas x Botafogo? Em livro, volante revelou incômodo por nome pichado em muro e vaias: 'Minha família ficou um tempo sem ir a jogo'

A relação entre Marlon Freitas e o Botafogo, que parecia ter se consolidado com títulos importantes em 2024, como o Campeonato Brasileiro e a Libertadores, escondeu momentos de profunda tensão nos bastidores. Em declarações reveladas no livro "É Tempo de Botafogo", dos jornalistas Claudio Portella e Rafael Cazé, lançado em 2025, o volante detalhou o incômodo que sentiu com manifestações negativas da torcida no início daquele ano.

O jogador confessou que a pichação de seu nome em um muro e as vaias recebidas no estádio o afetaram significativamente. "Muita coisa me marcou. Nome no muro. Enfim, me vaiaram, o torcedor paga ingresso, claro que é ruim. Não estou falando que é bom. Não tem um super-herói do lado, sou um ser humano igual todo mundo. Eu sinto. Minha família sente", relatou Marlon Freitas, evidenciando o impacto emocional em seus familiares. "Minha família ficou muito tempo sem ir a jogo. Então, isso pra mim é ruim. É como se eu estivesse sozinho. Então, quando não tem a minha família aí, por esse motivo, é ruim pra mim."

Marlon Freitas também compartilhou a dificuldade em lidar com a situação, especialmente ao tentar proteger seus filhos da exposição negativa. "Eu tentei blindá-los dessa situação. Até para os meus filhos não verem o pai ser vaiado, ter o nome lá pedindo a saída e tal. Você explicar isso pra uma criança é ruim. Por muito tempo a minha família ficou sem ir a um estádio", explicou o volante. Ele admitiu que, por um período, considerou deixar o clube, mas sua dedicação e o desejo de superar os obstáculos o mantiveram focado no trabalho.

"Por muito tempo, eu fiquei calado. Praticamente 2024 todo. Só deixando meu trabalho falar, minha dedicação, meu comprometimento. E, assim, foi difícil. Não foi fácil. Começo do ano, aquela coisa sai e fica. Muita coisa na minha cabeça. Se eu tinha que ficar, se eu tinha que continuar a história", disse Marlon Freitas. Ele expressou sua crença em um propósito maior, mesmo diante das adversidades, e celebrou a conquista dos títulos como um roteiro especial para ele e para o Botafogo.

Ao refletir sobre como gostaria de ser lembrado, Marlon Freitas destacou o valor do lado humano e do legado interno. "O título que eu quero ser lembrado, claro que, para o externo, ficam as conquistas materiais, troféu ali e tal, as taças. Mas internamente é o lado humano, sabe? Um cara que trabalha, que ajuda as pessoas. Um cara que nunca desistiu. Um cara que sempre colocou todo mundo pra cima, que tenta alegrar o dia a dia, que preza pelo ambiente", frisou. Para ele, ser lembrado positivamente e com carinho pelo clube seria sua maior conquista.

Ler na fonte original (FogãoNET)