O Botafogo associativo está em alerta com a situação envolvendo a SAF e a Eagle Football, temendo que o clube fique juridicamente vulnerável caso o empresário John Textor consiga se desvincular da holding. Segundo informações do Blog do Diogo Dantas, do jornal O Globo, o presidente João Paulo Magalhães Lins busca proteger os direitos da associação em meio à crise institucional que se instalou no clube.
A reportagem revela que há um debate interno sobre dois caminhos possíveis: a recuperação judicial, que permitiria reorganizar dívidas e pagamentos aos credores, ou a busca por novos investidores que possam assumir o compromisso com a SAF. A preocupação do associativo é que, sem a proteção do contrato com a Eagle, John Textor possa ficar livre para contrair mais dívidas, agravando ainda mais a situação financeira do clube.
O acionista alvinegro argumenta que precisa emitir novas ações para promover mais investimentos com os novos parceiros, GDA Luma Capital e Hutton Capital, mas essa justificativa não convence o social. O impasse se agravou quando John Textor atribuiu as novas dívidas e um eventual agravamento financeiro aos atos do associativo, que se recusa a assinar documento que converte a dívida em participação societária.
Até o momento, o presidente João Paulo Magalhães não deu nenhuma declaração pública sobre o tema, mantendo o clube em uma posição de cautela enquanto avalia as melhores estratégias para preservar o contrato com a Eagle Football e garantir a estabilidade institucional do Botafogo.
