A assinatura do crucial documento referente ao primeiro empréstimo para a SAF do Botafogo ainda não foi formalizada pelo clube social, e, segundo informações, "não há previsão" para que isso ocorva. A situação impede a liberação de uma nova parcela por parte dos investidores de John Textor, GDA Luma Capital e Hutton Capital, que já aportaram US$ 25 milhões no clube.
De acordo com o portal GE, John Textor utilizou o valor recebido mesmo sem a assinatura formal do clube social, garantindo aos investidores que o trâmite seria concluído "em breve". No entanto, o aceite do clube associativo é fundamental para que a dívida contraída possa ser convertida em participação societária na SAF, evitando assim a incidência de juros elevados. A ausência de previsão de assinatura por parte do presidente João Paulo Magalhães Lins é o principal entrave para a liberação da segunda parcela.
A verba já recebida foi direcionada para o pagamento de uma parcela da dívida referente a Thiago Almada, permitindo a saída do clube do transfer ban, além de cobrir despesas urgentes. O clube social, contudo, demonstra receio em relação ao empréstimo, interpretando-o como uma manobra de John Textor para afastar a SAF da estrutura da Eagle. A diretoria associativa busca evitar envolvimento em disputas entre o empresário norte-americano e a Ares, e teme que futuras mudanças societárias possam ser contestadas judicialmente, especialmente diante de um processo em arbitragem previsto para os próximos meses.
Enquanto a diretoria do clube social se mantém em silêncio público sobre o impasse, o Botafogo segue sem apresentar alternativas concretas para sanar seus problemas financeiros, agravados pela falta de avanço na formalização do empréstimo.
