Receba notícias exclusivas no TelegramAlertas de gols, início e fim de jogos, além dos destaques do dia direto no seu celular.
ENTRAR NO CANAL

John Textor critica demissão de Franclim, planejamento para altitude e detona CEO: ‘Temos uma criança comandando o Botafogo’

John Textor critica demissão de Franclim, planejamento para altitude e detona CEO: ‘Temos uma criança comandando o Botafogo’

O ex-controlador da SAF do Botafogo, John Textor, voltou a expressar fortes críticas em relação à gestão do clube. Em entrevista à ESPN, o empresário americano manifestou sua discordância com a demissão de Franclim Carvalho, criticou o planejamento para o jogo na altitude contra o Cienciano e teceu duras palavras contra o CEO/interventor Eduardo Iglesias, chegando a afirmar que "temos uma criança comandando o Botafogo".

Textor elogiou Franclim Carvalho, descrevendo-o como "uma das grandes mentes da comissão técnica que ganhou os títulos do melhor ano da história do Botafogo" e parte fundamental do trabalho de Artur Jorge. Segundo o empresário, o técnico português foi "jogado aos abutres", enfrentando dificuldades como o bloqueio de verbas do Botafogo Social e a impossibilidade de contratações devido a transfer bans. Ele ressaltou que, mesmo com um elenco jovem e desfalcado, a equipe apresentou bom desempenho em diversas partidas, incluindo vitórias recentes contra Cruzeiro e Fluminense.

"Eu não demitiria o Franclim, pois seu trabalho é bom. Ele nos trouxe títulos ao lado do Artur Jorge", declarou Textor, defendendo que as perdas em campo devem ser encaradas como responsabilidade coletiva da instituição, e não individual do treinador. Ele lamentou a ausência de outros dirigentes, como Eduardo Iglesias, JP e Montenegro, após a derrota no Peru, argumentando que "você não pode abandonar o treinador aos abutres".

As críticas de Textor se estenderam ao planejamento para o jogo na altitude em Cusco, que culminou em uma goleada histórica de 6 a 1 para o Cienciano. Ele apontou Eduardo Iglesias como o responsável pela decisão da viagem, questionando sua experiência em gestão de clubes de futebol. "E aí teve o jogo no Peru... Você olha para esse cara, esse Eduardo, e ele nunca dirigiu um clube de futebol na vida, ele nunca comandou um negócio, e aí ele virou o 'novo John Textor'", disparou.

O empresário detalhou um plano alternativo que previa a antecipação da viagem para aclimatação, visando melhor desempenho físico e adaptação à altitude. "A gente estava caminhando para um planejamento em que iríamos enviar os atletas antes para se prepararem na altitude. A gente ia fazer uma inversão no calendário e ir muito cedo para lá, de forma que eles teriam chance de se aclimatarem", explicou. Textor lamentou a falta de continuidade e conhecimento institucional na tomada de decisões, concluindo que "não há liderança nenhuma, porque você tem uma criança comandando o Botafogo". Ele criticou a comunicação de Iglesias com a comissão técnica e a diretoria esportiva, afirmando que "essas decisões difíceis têm que ser tomadas pelo dono" e que a culpa pela "derrota mais vergonhosa da nossa história" não pode recair apenas sobre o treinador.

Ler na fonte original (FogãoNET)