A transferência do zagueiro Alexander Barboza para o Palmeiras encontrou um novo e complexo obstáculo jurídico. A Eagle Football Holdings, detentora de 90% das ações da SAF do Botafogo, manifestou-se na Justiça no âmbito do processo de recuperação judicial e não concedeu o aval para a venda do atleta, acordada em R$ 18 milhões. Embora o clube alvinegro já tenha recebido a primeira de quatro parcelas, no valor de R$ 5,5 milhões, a operação agora depende de uma decisão judicial.
O ponto central do questionamento da Eagle reside na falta de comprovação de que o montante negociado reflete a realidade do mercado. Através de seus advogados, a holding alegou que a SAF não apresentou elementos suficientes para demonstrar a higidez econômica da transação. A empresa afirma que não participou das tratativas prévias, não teve acesso aos termos integrais do acordo e desconhece as movimentações realizadas pela atual administração da SAF.
De acordo com a manifestação jurídica, a Eagle Bidco ressaltou a ausência de avaliações independentes, parâmetros de mercado, propostas alternativas ou cronogramas detalhados de pagamento e comissões. "Sem essas informações, a Eagle Bidco não está em posição de aferir a adequação econômica da alienação. Sua manifestação, portanto, não pode ser interpretada como anuência à operação", argumentou a defesa da holding.
Atualmente, a empresa está sem poderes políticos na gestão da SAF por determinação judicial, mas mantém sua posição majoritária. Enquanto isso, a situação de Barboza permanece em aberto: o jogador já realizou exames médicos e sinalizou sua despedida do Glorioso, mas a concretização do negócio agora aguarda a autorização final da Justiça, em um momento em que o Botafogo conta com os recursos da venda.
