A situação do técnico Martín Anselmi no comando do Botafogo permanece em um mar de incertezas, a ponto de a diretoria alvinegra não conseguir garantir sua presença no banco de reservas para o confronto contra o Red Bull Bragantino, marcado para este sábado em Bragança Paulista. A informação foi trazida pelo jornalista Bernardo Gentile em sua participação no canal "Arena Alvinegra" nesta quinta-feira.
"Anselmi não está garantido no cargo e vive um cenário indefinido. Hoje, antes de entrar, nenhuma notícia mais quente sobre demissão dele. Aí eu perguntei: ‘Então pelo menos está garantido para o jogo contra o Bragantino?’ ‘Ah, não. Ainda não dá para dizer isso, porque as coisas podem mudar rapidamente com relação a esse assunto.’ Esse é o cenário para vocês entenderem o quanto imprevisível é. Não dá para cravar absolutamente nada", explicou Gentile, detalhando a volatilidade do momento.
Atualmente, Anselmi encontra-se em São Paulo, acompanhando os jogadores e participando dos treinamentos, mas a dúvida sobre sua continuidade paira no ar. Vale lembrar que o treinador não comandou a equipe na recente derrota para o Palmeiras devido a uma suspensão. A insatisfação de John Textor, proprietário da SAF, com o trabalho do técnico é um fator crucial nessa indefinição.
Bernardo Gentile ressaltou que a avaliação interna sobre o trabalho de Anselmi diverge. Enquanto Textor demonstra preocupação com os resultados, como eliminações, a posição na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro e a sequência de derrotas em clássicos, além de questionamentos sobre o esquema tático com três zagueiros, o departamento de futebol, representado por Alessandro Brito, ainda demonstra confiança. "O departamento de futebol, o próprio Alessandro Brito deu essa declaração na apresentação do Júnior Santos e do Ferraresi, de que o trabalho do Anselmi ainda é muito promissor, que eles consideram, apostam, que todo mundo que está no clube tem condição de dar a volta por cima", pontuou o jornalista, contrastando com a pressão vinda da cúpula.
Em meio a essa instabilidade, surge a possibilidade de John Textor buscar um diretor de futebol para auxiliar Alessandro Brito, que acumula diversas funções. Gentile sugere que, embora Brito seja um "excelente scout", a necessidade de uma nova peça para gerenciar o elenco e as operações pode ser percebida pelo proprietário da SAF, permitindo que Brito retorne com mais foco à sua especialidade.
