O ex-técnico do Botafogo, Renato Paiva, analisou a derrota do Flamengo para o PSG na final da Copa Intercontinental e destacou a importância de um plano tático bem executado. Em entrevista ao GE, ele explicou que a vitória do Fogão sobre o time francês em 2025 não se resumiu apenas a uma estratégia defensiva, mas sim a uma combinação de coragem, organização e entreajuda. 'Éramos 11 para 11, e o Botafogo, campeão da Libertadores, tinha tanto direito de vencer quanto o PSG, campeão europeu', afirmou Paiva, relembrando a famosa frase 'o cemitério do futebol está cheio de favoritos' para equilibrar as emoções do grupo.
Paiva detalhou que a chave do sucesso foi reduzir espaços, controlar o jogo sem a posse de bola e ser agressivo nas transições, sempre com critério. 'A maturidade dos jogadores foi fundamental para executar um plano exigente e manter a confiança coletiva', disse. Ele também destacou a personalidade do elenco, que não entrou em pânico e soube tomar decisões sob pressão, além da eficácia no momento decisivo, como o gol de Igor Jesus.
Mesmo desempregado após ser demitido do Botafogo e Fortaleza, Paiva não economizou elogios aos jogadores. 'O fator decisivo foi o comportamento deles, com entrega, concentração e maturidade competitiva', concluiu. A vitória do Fogão sobre o PSG em 2025 continua sendo um marco histórico, enquanto o Flamengo, que não seguiu as dicas do ex-técnico, ficou com o vice-campeonato.
