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Justiça bate o martelo sobre Textor e 90% da SAF do Botafogo

Justiça bate o martelo sobre Textor e 90% da SAF do Botafogo

A saga pela propriedade da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (17). O empresário John Textor obteve uma decisão favorável na Justiça dos Estados Unidos, sendo reconhecido como o proprietário de 90% das ações ordinárias de classe B da companhia. Contudo, essa sentença, proferida pela juíza Danielle Sherriff na Corte de Palm Beach, na Flórida, não altera automaticamente o controle da SAF no Brasil.

Após a vitória judicial, Textor reiterou publicamente sua posição como o principal acionista da SAF alvinegra e expressou o desejo de que o reconhecimento americano seja acatado pelas autoridades brasileiras. Ele declarou: “Eu tenho o prazer de confirmar que sou novamente dono de 90% da Botafogo SAF”, tratando o resultado como um avanço importante na disputa envolvendo a Eagle Football Holdings Bidco.

No entanto, a interpretação de Textor encontra barreiras significativas no Brasil. Desde maio, os direitos da Eagle sobre a SAF estão suspensos por determinação da Justiça do Rio de Janeiro. Adicionalmente, após a aprovação da recuperação judicial, o Botafogo Social acionou uma cláusula do acordo societário, passando a deter 51% das ações, enquanto a Eagle ficou com 49%.

A decisão americana, embora reconheça a propriedade de Textor sobre 90% das ações nos EUA, não garante a retomada imediata do controle no Brasil. Fontes ligadas ao Botafogo Social argumentam que o processo americano não envolveu diretamente o clube ou a SAF, e que questões contratuais devem ser analisadas pela Justiça brasileira. Além disso, uma sentença estrangeira necessita de homologação pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) para ter validade automática no país.

Assim, a situação permanece dividida: nos Estados Unidos, Textor tem sua propriedade reconhecida; no Brasil, determinações judiciais e alterações societárias vigentes impedem que esse resultado se traduza em controle imediato. O empresário pretende buscar o reconhecimento da decisão americana em solo brasileiro, mas, por ora, a vitória nos EUA fortalece sua posição jurídica sem encerrar a disputa pelo comando da SAF do Botafogo.

Ler na fonte original (Meu Botafogo)