Após uma passagem breve e turbulenta pelo Botafogo, que durou apenas 17 jogos, o técnico argentino Martín Anselmi foi oficialmente apresentado como o novo comandante do Elche, da Espanha. Em sua primeira coletiva, o treinador foi questionado sobre sua experiência no Alvinegro e fez uma análise sincera sobre o período vivido em General Severiano.
Anselmi evitou categorizar sua passagem pelo Botafogo como um "processo" em sua carreira, atribuindo a dificuldade à instabilidade administrativa do clube. "Acredito que as situações e os contextos de cada processo são um mundo à parte. Não sei se o último processo pode ser categorizado como ruim, porque, no fim das contas, nem o considero um processo. Estivemos por muito pouco tempo numa instituição que passava por um período muito caótico, que ainda está passando", declarou o argentino.
O treinador ressaltou a natureza do trabalho de um técnico, distanciando-o de qualquer conotação de "mágica". "Acho que, no fim das contas, nós, treinadores, somos treinadores, não mágicos. Somos trabalhadores como vocês, como todos aqui, onde, no meu caso, me dedico a levantar todos os dias e tentar fazer meu trabalho da melhor maneira possível", afirmou Anselmi. Ele também enfatizou a importância do tempo para que o trabalho de um treinador possa ser demonstrado, embora reconheça a pressão por resultados no futebol.
Durante sua estadia no Botafogo, Martín Anselmi enfrentou críticas por escalar jogadores em posições não habituais e também sofreu com as restrições impostas pelos transfer bans da FIFA, que impediram o registro de novos atletas. Ao todo, foram 18 partidas comandadas, com um retrospecto de sete vitórias, dois empates e nove derrotas, além da eliminação precoce na fase preliminar da Libertadores.
