A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta segunda-feira os áudios e o vídeo da revisão do VAR referente a um lance crucial na partida entre Botafogo e Corinthians, que terminou com a vitória alvinegra por 3 a 1 no Estádio Nilton Santos. A jogada em questão envolvia um possível pênalti para o Glorioso, marcado inicialmente pelo árbitro Felipe Fernandes de Lima após um puxão de camisa do zagueiro Gustavo Henrique no corintiano Ferraresi, mas que acabou sendo cancelado após intervenção do árbitro de vídeo.
De acordo com a análise do VAR, comandado por Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira (VAR-Fifa/MG), a decisão de campo foi revista sob a justificativa de que Ferraresi teria tropeçado, e que o puxão de camisa não teria sido o fator determinante para a queda. Os árbitros de vídeo também analisaram um possível toque de mão de André Ramalho imediatamente antes do lance, mas o foco principal recaiu sobre a inexistência de impacto no puxão.
O diálogo entre a equipe de arbitragem revela a comunicação sobre a jogada. O árbitro de campo narra a ação: "Ele segurou, agarrou pelas costas!". Em resposta, o VAR, após analisar as imagens, argumenta: "O jogador cabeceia e pega na mão dele, correto? Ele cabeceia e vai na mão dele, ok? Muda a direção e acaba pegando na mão dele. Concordam comigo, que aqui nesse lance não tem o penal, ok? E aqui não tem o puxão." A recomendação do VAR foi pela revisão para um "possível não penal", explicando que o braço de Gustavo Henrique era de "referência" e que o jogador adversário "tropeça e cai".
O árbitro Felipe Fernandes de Lima, após assistir às imagens e ouvir as justificativas, concordou com a revisão, declarando: "Ah, tá. Tem um braço do número 3, só que é um braço de referência que está segurando na camisa. Não tem impacto para pênalti. OK." Ele então decidiu reiniciar a partida com bola ao chão para o goleiro, comunicando a decisão ao estádio: "Após revisão na ARA, existe uma mão sem impacto para marcação de tiro penal. Decisão final: bola ao chão para a defesa."
A CBF, no entanto, não divulgou a revisão de um possível toque de mão de Huguinho na origem do gol do Corinthians, marcado por Rodrigo Garro, uma vez que não houve recomendação para revisão no monitor por parte da equipe de arbitragem de vídeo.
