O empresário John Textor intensifica sua batalha para reassumir o controle do Botafogo, lançando acusações diretas contra o clube social em suas redes. Segundo Textor, o clube associativo estaria agindo em conjunto com a Eagle Bidco e a GDA Luma nos tribunais, em uma tentativa de minar suas ações. O americano classificou uma recente decisão da Justiça do Rio de Janeiro como "altamente suspeita", especialmente após a suspensão dos direitos da Eagle na SAF.
As declarações de Textor surgem em um momento crucial, logo após uma decisão da Justiça da Flórida, nos Estados Unidos, que o reconheceu como detentor de 90% das ações da Eagle. Atualmente, a SAF Botafogo encontra-se em processo de recuperação judicial, com 51% das ações pertencentes ao clube associativo e os 49% restantes sob controle da Eagle Bidco, que está sob administração da Cork Gully.
Em sua manifestação, Textor detalhou o que considera uma articulação coordenada. Ele apontou que o clube social, atuando como se fosse a SAF Botafogo, teria colaborado com a GDA Luma e a Eagle Bidco para contratar um advogado que solicitou a prorrogação de um processo. Além disso, Textor alega que um documento de defesa abrangente foi elaborado para contestar suas ações, e que o clube notificou a Justiça do Reino Unido sobre a intenção de contestar uma injunção, para depois retirar a moção.
O empresário também destacou que o clube social "correu para a Justiça do Brasil" e obteve uma decisão judicial no Rio para interferir em um processo nos EUA. Uma das alegações mais fortes é a de que o advogado da Eagle Bidco teria formalmente mudado sua representação para a SAF Botafogo, uma aliança que Textor considera "estranha", dado que ele acreditava que a SAF estaria processando a Eagle. Por fim, Textor afirma que esse mesmo advogado garantiu que o juiz estivesse ciente das decisões do Tribunal do Rio, descrevendo todo o esforço como "um tremendo esforço para interferir com uma decisão judicial que não importa".




