O Botafogo enfrenta um desafio considerável nesta quarta-feira na altitude de Potosí, Bolívia, pelo jogo de volta da fase de grupos da Libertadores. O zagueiro experiente Alexander Barboza destacou que a velocidade da bola é o principal obstáculo a ser superado em partidas com esses 4 mil metros acima do nível do mar. Em entrevista à Botafogo TV, Barboza ressaltou que a bola, ao enfrentar menos resistência do ar, se torna significativamente mais rápida, exigindo uma adaptação imediata dos jogadores.
"Nunca joguei em Potosí, joguei em La Paz várias vezes. É muito diferente, a exigência é muito maior. Acho que a diferença está muito na velocidade da bola, que é muito mais rápida. Sabemos que podemos nos fechar atrás, no meio, será difícil para eles entrarem, mas a velocidade da bola é muito diferente, acho que essa será a maior dificuldade lá", afirmou o defensor. Para minimizar os efeitos da altitude, o técnico Martín Anselmi tem realizado treinos com bolas de vôlei no Rio de Janeiro, buscando acostumar o elenco à dinâmica do jogo em alta altitude.
A equipe alvinegra viajou para Sucre nesta terça-feira e, na quarta, seguirá para Potosí em carros 4x4, em uma jornada que pode durar entre 2h30 e 3 horas. O confronto está marcado para as 21h30 (horário de Brasília), no Estádio Víctor Agustín Ugarte. Diante da dificuldade imposta pela altitude, Barboza, em tom de brincadeira, sugeriu: "Mais um pulmão".
O Botafogo busca a classificação para a próxima fase da Libertadores, mas a altitude de Potosí representa um desafio adicional. A equipe precisará demonstrar capacidade de adaptação e estratégia para superar a velocidade da bola e garantir um bom resultado no confronto decisivo. A partida é crucial para as ambições do clube na competição continental.
