O Flamengo está liderando uma pressão em Brasília para aumentar a tributação das SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol), elevando a alíquota de 5% para 8,5%. A informação foi divulgada pelo Blog do Lauro Jardim, do jornal O Globo, nesta terça-feira (16/12). O presidente rubro-negro, Luiz Eduardo Baptista (Bap), trabalhou diretamente com deputados para incluir a mudança no parecer do deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE), relator do PLP 108/24.
O objetivo, segundo a reportagem, é reequilibrar a competição entre clubes associativos e SAFs por meio de maior tributação. A Liga Forte União (LFU), da qual o Botafogo faz parte, já se posicionou contra o aumento, considerando-o prejudicial ao modelo de gestão profissionalizado.
O senador Carlos Portinho (PL-RJ), relator da Lei da SAF, denunciou em suas redes sociais uma pressão de clubes associativos para aumentar a carga tributária das SAFs. Ele afirmou que o governo Lula/Fernando Haddad (PT) mantém a lógica tributária atual, mas que clubes tradicionais buscam desequilibrar a concorrência.
‘Recebi a confirmação que o governo Lula/Fernando Haddad [PT] quer cumprir o acordo na Câmara que mantém a minha emenda que permanece para as SAFs a lógica tributaria que fez a lei pegar e o governo arrecadar mais do que com clubes associativos. O problema está na pressão de clubes associativos que nada pagam de imposto sobre venda de atletas (ex.: Caso Vini Jr.) e querem desgraçar as SAFs (que pagam) para que não concorram em igualdade com quem detém a hegemonia’, escreveu Portinho no X.
O senador, torcedor do Flamengo, pediu que o futebol brasileiro não seja prejudicado por interesses específicos. ‘Sou Flamengo, mas, pelo amor de Deus, deixem o futebol brasileiro se profissionalizar e receber investimentos vários como vem ocorrendo com as SAFs e qualificando o produto!! Tiro no peito do futebol brasileiro. Câmara dos Deputados e Hugo Motta [REP-PB, presidente da Câmara], não sabotem as SAFs. O interesse do futebol brasileiro é maior que de um ou outro player’, completou.
