O senador Carlos Portinho (PL-RJ), relator da Lei da SAF, alertou sobre uma pressão de clubes associativos para elevar a carga tributária das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). A votação da medida está marcada para esta terça-feira (16/12) em Brasília e pode impactar diretamente o modelo de gestão das SAFs, incluindo o Botafogo, que faz parte da Liga Forte União (LFU).
Portinho afirmou que o governo Lula/Haddad pretende manter o acordo que garante a lógica tributária atual para as SAFs, mas há uma forte pressão de clubes associativos para alterar as regras. O senador criticou a tentativa de desequilibrar a concorrência, destacando que as SAFs já pagam impostos sobre vendas de atletas, ao contrário dos clubes associativos. “Sou Flamengo, mas, pelo amor de Deus, deixem o futebol brasileiro se profissionalizar e receber investimentos vários como vem ocorrendo com as SAFs e qualificando o produto!! Tiro no peito do futebol brasileiro”, escreveu no X.
A mudança na tributação está no Projeto de Lei Complementar 108/24, que propõe a criação do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CG-IBS). A LFU alertou que a votação pode aumentar a carga tributária das SAFs de 5% para 8,5%, o que poderia desestimular investimentos no futebol brasileiro.
Portinho fez um apelo à Câmara dos Deputados e ao presidente Hugo Motta (REP-PB), pedindo que não sabotem as SAFs. “O interesse do futebol brasileiro é maior que de um ou outro player”, ressaltou o senador, defendendo a profissionalização do esporte.
