A primeira vitória sob o comando de Franclim Carvalho no Botafogo finalmente chegou. Após dois empates iniciais, o treinador viu sua equipe triunfar por 3 a 2 sobre o Racing, em partida disputada no Estádio El Cilindro, válida pela Copa Sul-Americana. Apesar da celebração, Carvalho manteve a postura pé no chão, enfatizando a necessidade de aprimoramento.
"Creio que foi uma partida difícil para nós. Começamos perdendo, tentamos, viramos para 2 a 1. No segundo tempo sofremos o empate em um momento que falamos ontem, não pode. Mas depois, no fim do jogo, buscamos os três pontos muito importantes para nós", analisou o técnico, destacando a intensidade do adversário. "O Racing coloca ritmo muito alto, é difícil controlar, tentamos controlar sem a bola e conseguimos os três pontos."
Carvalho ressaltou a importância de trabalhar sobre vitórias para consolidar as ideias propostas aos jogadores. "Estou muito satisfeito com os três pontos, mas temos muito trabalho pela frente, porque temos que melhorar muito, principalmente sem a bola", alertou. Sobre a comemoração efusiva após o gol da vitória, ele explicou: "Futebol é emoção, às vezes não conseguimos controlar. É normal explodir assim, mas não pode acontecer. Não quis prejudicar ou provocar o adversário, mas o futebol é emoção. A vitória é importante, mas é dos jogadores."
O treinador também comentou a ausência de público no estádio, considerando-a um fator que, embora não ideal para o espetáculo, pode ter sido vantajoso para sua equipe. "Eu acho que é melhor para nós não ter público, mas nós também gostamos de jogar com o público. Nós gostamos. Temos ganas quando temos público. O futebol é bonito quando tem público."
Olhando para a projeção na Copa Sul-Americana, Franclim Carvalho focou na fase de grupos. "Começamos agora esta competição. Temos esta fase de grupo com seis partidas. Duas se foram. Agora estamos com quatro pontos, nós e o Caracas. Temos mais quatro partidos. Duas em casa e duas fora. Temos que fazer pontos para passar", disse, antes de analisar a marcação: "O Racing consegue meter muita gente por dentro e é muito difícil de defender. Nós preferíamos controlar o jogo com a bola, mas não conseguimos. Para mim, Medina e Allan, primeiro Ed e depois Danilo, fizeram um bom jogo sem a bola. O que eu não gostei sem a bola foi o trabalho das pontas. Eles precisam correr mais."
