John Textor, controlador da SAF do Botafogo, enfrentou uma entrevista tensa na França, onde defendeu as transferências de jogadores para o Lyon e criticou duramente a DNCG, órgão regulador do futebol francês. Em declarações ao podcast Rothen S’enflamme, da RMC Sport, Textor afirmou que Luiz Henrique, Igor Jesus e Thiago Almada não puderam atuar pelo Lyon devido a uma intervenção esportiva, não financeira, por parte da DNCG. Segundo ele, metade do time do Botafogo que venceu o PSG em Los Angeles mataria para estar no Lyon, mas não puderam por causa das restrições impostas.
O empresário norte-americano rebateu as acusações de transferências fantasmas e explicou que os jogadores foram contratados dentro das normas, com direitos econômicos adquiridos pelo Lyon. Ele destacou que o Botafogo enviou 146 milhões de euros ao Lyon, que devolveu 40 milhões, além de investimentos adicionais. Textor também criticou a política do futebol francês, afirmando que sua abordagem disruptiva foi mal recebida, mas que suas ações foram benéficas para o Lyon.
Textor detalhou os casos de Almada, Luiz Henrique e Igor Jesus, explicando que todos tinham contratos válidos e direitos de transferência para o Lyon. Ele questionou a decisão da DNCG de impedir que jogadores já contratados e pagos fossem escalados, aumentando o risco financeiro do clube. Se a DNCG era sobre proteger a saúde financeira dos clubes, como vocês podem nos colocar em risco de violar todos esses acordos?, questionou.
O controlador do Botafogo ainda afirmou que, se os jogadores tivessem sido liberados, o Lyon poderia estar disputando a Champions League. Ele encerrou suas declarações criticando a legislação esportiva francesa, que, segundo ele, interfere diretamente no futebol, em vez de proteger a saúde financeira dos clubes.
