O Botafogo enfrenta um cenário de incerteza nos bastidores da Eagle Football, a holding que controla a SAF do clube. Segundo o jornalista Rodrigo Mattos, no programa Finanças do Esporte do UOL, a Ares, um dos principais investidores da holding, não tem interesse em assumir o controle definitivo do Glorioso. A informação é preocupante, pois a Ares busca um comprador, com John Textor como principal candidato, mas ainda sem recursos suficientes para concretizar a aquisição. Outros interessados já apareceram, mas ainda estão em fase de análise das contas do clube, o que pode prolongar o processo.
Mattos destacou que a Eagle/Ares não pretende ficar com o Botafogo a longo prazo, mas também não conseguirá vendê-lo imediatamente, devido à falta de compradores com capital suficiente. A solução temporária em discussão é um empréstimo-ponte para garantir a sobrevivência financeira do clube em 2026, com um aporte estimado em € 40 milhões (R$ 246 milhões). Essa medida visa manter o clube saudável enquanto a venda é negociada, já que a Ares precisa recuperar os US$ 425 milhões investidos, além do crédito de US$ 94 milhões alegado pela Iconic.
O jornalista ressaltou que a definição do futuro do Botafogo pode demorar mais do que o esperado, contrariando expectativas de um desfecho em outubro ou novembro. A Ares e a Eagle precisam encontrar uma forma de sustentar o clube durante esse período, enquanto o associativismo pressiona por uma solução que preserve a saúde financeira do Glorioso. A situação reflete a complexidade das negociações envolvendo grandes fundos de investimento e a necessidade de um plano estratégico para garantir a estabilidade do clube.
