O Botafogo atravessa uma fase de seca assustadora no setor ofensivo, um problema que tem gerado grande preocupação na diretoria e na comissão técnica, especialmente com a reta final do Campeonato Brasileiro de 2026 se aproximando. A equipe corre o risco de completar dois meses sem gols marcados por seus centroavantes, um cenário nada ideal em um momento crucial onde a necessidade de vitórias para se afastar da zona de rebaixamento é iminente.
A pressão recai sobre os ombros de Arthur Cabral e Tiquinho Soares, duas das principais referências no comando de ataque. Apesar das oportunidades criadas e recebidas em campo, a dupla tem encontrado dificuldades em traduzir as boas jogadas ofensivas em gols com a regularidade esperada pela torcida e pelo clube. O próximo desafio para quebrar essa sequência negativa será contra a Chapecoense, no sábado (17), às 18h, no Estádio Nilton Santos.
O jejum de gols dos jogadores mais próximos da área adversária se tornou um dos principais entraves do Botafogo. Arthur Cabral, por exemplo, acumula uma sequência de 15 partidas sem balançar as redes, o que tem levantado questionamentos sobre seu rendimento atual. Tiquinho Soares, por sua vez, busca reencontrar seu protagonismo no ataque. Sua entrada no segundo tempo do empate contra o Coritiba, por exemplo, não foi suficiente para alterar o placar.
A ausência de gols dos centroavantes aumenta a responsabilidade sobre os demais jogadores, como os meio-campistas e os pontas, que precisam suprir essa carência ofensiva. O Botafogo precisa urgentemente encontrar alternativas para aprimorar a criação de jogadas e, principalmente, a eficiência nas finalizações para sair dessa situação delicada.
O último tento anotado por um centroavante do Glorioso foi em 20 de agosto, com Pereira, na vitória por 1 a 0 sobre o Cienciano, pela Copa Sul-Americana. Desde então, em oito partidas disputadas pelo Campeonato Brasileiro, o time conquistou apenas uma vitória e marcou oito gols, nenhum deles originado de um centroavante. Danilo lidera a artilharia nesse período com três gols, seguido por Santi (dois), e Montoro, Alex Telles e Vitinho (um cada). No Brasileirão, a situação é ainda mais crítica: o último gol de um centroavante na competição foi de Kadir, em 16 de julho, contra o Santos. Com isso, o clube se aproxima de três meses sem gols de seus homens de referência na Série A. Caso a seca persista contra a Chapecoense, o jejum geral ultrapassará dois meses antes do confronto contra o Internacional.
Com 36 pontos e na 13ª posição, o Botafogo se vê pressionado pela proximidade da zona de rebaixamento. O confronto contra a Chapecoense, lanterna do campeonato, é uma oportunidade de ouro para somar três pontos cruciais e retomar a confiança. Para o técnico Tite, o grande desafio será encontrar soluções que permitam aos centroavantes se tornarem mais participativos e, fundamentalmente, voltarem a marcar gols.




