O mercado da bola volta a agitar os bastidores com a notícia da possível transferência definitiva do lateral-esquerdo Cuiabano para o Vasco. O jogador, que pertence ao Nottingham Forest, clube inglês para o qual foi negociado pelo Botafogo durante a gestão de John Textor, deve ser adquirido pelo clube carioca por cerca de R$ 57 milhões (€ 10 milhões).
O montante chama atenção ao ser significativamente superior ao valor que o Botafogo recebeu pela venda do atleta. Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo em março de 2026, o Glorioso embolsou apenas R$ 23 milhões (€ 4 milhões) na negociação com o clube inglês. A diferença de R$ 34 milhões (€ 6 milhões) entre as duas operações reacende o debate sobre as decisões tomadas no mercado pela antiga administração da SAF alvinegra.
De acordo com o jornalista Diogo Dantas, o Vasco já definiu a intenção de exercer a opção de compra de Cuiabano ao final da temporada. O lateral está atualmente emprestado ao clube de São Januário e, para garantir sua permanência em definitivo, o clube carioca precisará desembolsar os R$ 57 milhões. Este investimento será viabilizado por recursos da família Lamacchia, apontada como nova investidora da SAF vascaína. Além de Cuiabano, o Vasco também planeja a aquisição do zagueiro Robert Renan, do Zenit, por cerca de R$ 45,2 milhões (€ 8 milhões), totalizando um investimento previsto de mais de R$ 100 milhões em reforços.
A repercussão da possível compra pelo Vasco se intensifica quando comparada à negociação original do Botafogo. Caso a transferência se concretize pelos € 10 milhões previstos, o valor será duas vezes e meia maior do que os € 4 milhões recebidos pelo Glorioso. Vale lembrar que, no primeiro semestre de 2025, o Botafogo chegou a recusar propostas de até € 9 milhões do Brighton, da Inglaterra, pelo mesmo jogador, antes de negociá-lo com o Nottingham Forest por um valor inferior. É importante ressaltar que a comparação considera os valores divulgados das transferências e não necessariamente todos os termos contratuais, bônus ou condições financeiras específicas de cada operação.
A venda de Cuiabano ocorreu durante a gestão de John Textor, e o Nottingham Forest pertence ao empresário Evangelos Marinakis, apontado como parceiro de Textor. Essa relação adiciona um elemento de interesse à história da negociação, embora não comprove qualquer irregularidade. O fato é que a valorização prevista de Cuiabano no mercado brasileiro coloca novamente em discussão o planejamento financeiro e as decisões de mercado tomadas pelo Botafogo sob a antiga gestão da SAF.



