Presente na delegação alvinegra em compromissos recentes, o ex-presidente do Botafogo, Durcesio Mello, compartilhou sua visão otimista sobre o futuro do clube sob a gestão da GDA Luma. Em entrevista à jornalista Julia Calabria, Mello reconheceu que o momento atual exige um período de "arrumação da casa", projetando que o Glorioso voltará a disputar títulos em um prazo de dois a três anos.
"A gente vai ter que dar um passo para trás para depois dar dois para frente, porque as coisas como estavam deixaram o Botafogo numa situação muito complicada", afirmou Mello, elogiando a gestão de João Paulo e destacando a importância do uso da base. "Uma das coisas boas que eu vejo é que a gente está começando a usar a base, a gente está vindo com uma geração bastante forte, inclusive o sub-17 mais até do que o sub-20. Isso vai ser o nosso futuro", completou.
O ex-dirigente acredita que o elenco atual é capaz de se manter entre os primeiros colocados. "Nosso time é muito bom. Não é um time para brigar por título, mas a gente tem um time muito forte para ficar ali entre os seis, oito primeiros, eu acho. Sou otimista. Acho que os próximos, esse ano e mais um ou dois anos, vão ser de arrumação da casa, não vamos ser mais protagonistas, mas vai ser ali para brigar pelo Libertadores sempre, sem risco de cair. E aí, daqui a dois, três anos, voltar a brigar por título de novo", disse.
Durcesio Mello também confirmou que a conclusão da venda da SAF para Gabriel de Alba está prevista para a próxima semana, com a chegada do empresário ao Rio de Janeiro para finalizar os trâmites. Sobre reforços, Mello indicou que o clube não deve realizar grandes investimentos, priorizando contratações sem custos devido à recuperação judicial. "Não, acho que não vai ter mais ninguém. Até porque a gente está entrando numa RJ [recuperação judicial] e seria muito complicado você gastar uma fortuna quando está numa RJ, não pegaria bem para o mercado", explicou.
Ele ressaltou que a prioridade é manter os jogadores de maior valor, como Danilo e Montoro, até o final do ano. "Isso pode acontecer ainda, a gente está tentando, mas fora isso, se tiver que comprar, não vai", concluiu.




